Atualidade

Últimas guidelines da gestão da ICFEr com abordagem personalizada de acordo com as comorbilidades

30 maio 2022

“Optimal RAASi Therapy in Heart Failure: Tackling the challenge of hyperkaelemia”, promovida pela Vifor Pharma, foi uma das sessões mais concorridas do terceiro dia do congresso Heart Failure. Uma das razões que justificaram essa participação foi o painel de palestrantes, que incluiu, entre outros especialistas, o Prof. Doutor Marco Metra, cardiologista e co-chair das últimas guidelines da ESC. Na sua intervenção, o especialista fez uma revisão crítica das recomendações da gestão das comorbilidades mais prevalentes na ICFEr, com maior ênfase na hipercaliemia.

"As atuais guidelines da gestão da ICFEr são elaboradas de acordo com o fenótipo do doente e, seguindo este princípio, as comorbilidades da IC têm cada vez mais preponderância. Assim, pela primeira vez, temos vindo a adotar uma abordagem personalizada em relação à IC”, introduziu o médico no tema da sua palestra.

Seguidamente, o Prof. Doutor Marco Metra analisou as recomendações elaboradas para as principais comorbilidades da IC: fibrilhação auricular, revascularização do miocárdio, regurgitação mitral, diabetes, deficiência de ferro, mas com principal enfoque para a hipercaliemia associada à otimização de RAASi. Posteriormente, detalhou as medidas a adotar para a sua gestão, de acordo com os níveis de potássio sérico (McDonagh TA, Metra Me, et al. European Heart Journal. 2021):

  • Para níveis de potássio entre 4,5-5 mEq/L, o primeiro passo será iniciar/titular as doses da terapêutica RAASi enquanto se tem simultaneamente sob vigilância os níveis de potássio. Assim que os valores de potássio ultrapassarem os 55 mEq/L, há indicação para introduzir agentes de captação do potássio, como o patirómero;
  • Para níveis de potássio entre 5.0-6 mEq/L e após a introdução de agentes de captação do potássio, como o patirómero, deve-se continuar a vigiar os níveis de potássio. Quando/se os valores de potássio descerem para valores <5.0 mEq/L as doses da terapêutica RAASi devem continuar a ser ttituladas, mantendo-se os agentes de captação do potássio, excepto se a causa de hipercaliemia não estiver relacionada com o uso de RAASi;
  • Para valores de potássio> 6.5 mEq/L, o primeiro passo é descontinuar a terapêutica RAASi e introduzir um agente captador de potássio. Quando/se os valores de potássio descerem para valores <5.0 mEq/L as doses da terapêutica RAASi devem continuar a ser tituladas, mantendo-se os agentes de captação do potássio, excepto se a causa de hipercaliemia não estiver relacionada com o uso de RAASi.

 

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